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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Polemico e Individual

No dia 26/04 o supremo aprovou as cotas para universidades, um tema superpolêmico mas que gostaria de explorá-lo, com minha ignorância e, repúdio ao preconceito em geral. Como “muletas” para isso usarei a Revista Veja de 11 de abril de 2012, as colunas de Lya Luft A formação do Brasil e de Gustavo Ioschpe A utopia sufoca a educação de qualidade. Será um post um pouco longo, com citações, pouca figura e muita política (mas não partidária!), mas nem por isso menos importante de refletir e, quem sabe, mudar um pouco dentro da gente, ou dentro da nossa casa.



Foto tirada no dia em que fomos ao Zoo do Rio de Janeiro (23/04/2012), onde tinha uma exposição de fotos, instrumentos musicais, outros instrumentos confeccionados pelos índios e eles também estavam lá. O “que chamou atenção para fazer a fotografia foi o índio estar falando no celular...

Sobre Lya: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=50265
...(ainda existe realmente o ideológico, ou tudo é jogo do grande partido do PIP, o Partido do Interesse Próprio, que às vezes parece ser o preponderante neste país?). Temos oficialmente o Dia do Índio e o Dia do Negro.
(...)
O primeiro, porque foi o morador desta terra, quando aqui chegamos e o destruímos. O segundo, porque com seu sangue, sofrimento e trabalho duro construiu parte disso que somos...
(...)
Diga-se de passagem, o preconceito pode ser de gênero, de etnia, de classe social, com mão dupla ou várias mãos.
(...)
Porém, eu gostaria que houvesse mais disciplinas, festejos, ensinamentos, referencias aos outros povos e raças que nos fizeram.
(...)
Pois todos merecem, todos contribuem igualmente, todos à sua maneira foram sacrificados, às vezes vilipendiados*, não entendidos.
(...)
(*tratar com vilipêndio; desprezar, repelir)

Para que todos reflitam, livremente, como eu fiz e faço quando leio coisas assim, e também em relação as próximas citações que farei, do próximo autor, quero lembrá-los dos movimentos de pessoa sem busca de terra própria (muitas vezes com interesses obscuros por trás da essência primordial que é o objetivo do movimento). A invasão por indígenas de terras produtivas e leiteiras no sul da Bahia que tem sido ainda noticiado. Os grevistas que optam por determinada profissão já sabendo dos seus problemas. A falta de educação e o menosprezo de pessoas, independente de sua condição social, quando se equipara a pessoas de condições inferiores e, por fim, a questão cultural educacional e religiosa que ainda não conseguiu ser totalmente “reciclada” por conta da educação conservadora que nossos pais e avôs tiveram e ainda trazem tatuado no seu íntimo. Mas não me prenderei a relembrá-los dos nossos políticos, afinal de contas, temos plena consciência do que tem acontecido diariamente através dos noticiários e só caberá a nós, como formigas, mudar isso tudo.

Sobre Gustavo: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/a-utopia-sufoca-a-educacao-de-qualidade
Um dos males que assolam nossa educação é a esperança vã de pensadores e legisladores de que uma escola que mal consegue ensinar o básico resolva todos os problemas sociais e éticos do país.
(...)
O que não é justo, a meu ver, é que a adição dessas disciplinas torna ainda mais difícil para os pobres se equiparar aos alunos mais ricos nas matérias que realmente vão ser decisivas em sua vida.
(...)
Se esses pensadores querem a escola como niveladora de diferenças, se a diferença que mais impacta a qualidade de vida das pessoas é a de renda, e se a fonte principal de renda é o trabalho, então precisamos de um sistema educacional que coloque ricos e pobres em igualdade de condições para concorrer no mercado de trabalho. O que, por sua vez, presume uma educação desigual entre pobres e ricos, fazendo com que a escola dê aos primeiros as competências intelectuais que os últimos já trazem de casa.
(...)
O que eles informam é assustador: o fator número um da explicação das desigualdades de renda é, de longe, a desigualdade educacional (disponíveis em twitter.com/gioschpe). Ao criarmos uma escola sobrecarregada com a missão de não apenas formar o brasileiro do futuro mas corrigir as desigualdades de 500 anos de história, nós nos asseguramos de que ela se tornará um fracasso. A escola não pode fracassar, pois é a alavanca da salvação do Brasil.
(...)
É legítimo, embora estúpido, que a maioria dos brasileiros prefira uma educação que fracasse em ensinar a tabuada mas ensine bem a fazer um pagode.
(...)
Nossas lideranças se valem do abissal* desconhecimento da maioria da população sobre o que é uma educação de excelência para vender-lhe a possibilidade do paraíso terreno em que professores despreparados podem formar o novo homem e o profissional de sucesso. Essa utopia, como todas as outras, acaba em decepção e atraso.
(*espantoso, assombroso, enorme; Relativo ou pertencente ao abisso; Abismo; Abismal)

Um comentário:

cantinho de Jake croche disse...

È a mais pura verdade miga. Mas quase ninguém pensa assim como tu,porque se cada um fizesse a sua parte o mundo seria bem melhor.
Por isso que te admiro tanto,teu coração e teu carácter é todo do bem.
Te adoro.Bjs e estava com muita saudades!